quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Luíza Andaluz, uma vida plenamente realizada

Luíza Andaluz percorreu o caminho da santidade, imergindo-se na história atribulada do seu tempo e tomando Deus como fim de todos os seus actos, na normalidade do seu viver quotidiano, reflectindo no mundo a beleza e a bondade de Deus. Ela passou simples pelo mundo, fazendo o bem.
Desde a sua infância e juventude até à idade adulta, e desta até ao ocaso da vida, Luíza soube concretizar a santidade, descobrindo e acolhendo com alegre paixão a própria vocação cristã, segundo o seu estado de vida e os deveres dele decorrentes. Até aos 46 anos como leiga, depois como Fundadora e Superiora Geral da Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima, até aos 75 anos, e daqui até aos 96 na alegria da intimidade, cada vez mais forte, com o Senhor, sinal de uma vida plenamenmte realizada no dom de si a Deus e aos irmãos.

Luíza permanece no tempo, como um impulso que faz desejar e realizar o bem, como uma mensagem que conduz ao contacto com o Sublime, que eleva o espírito, que transmite força vital, coragem, confiança e entusiamo, acendendo naqueles que a conhecem uma centelha d'Aquele divino, pelo qual ela se deixou consumir.

Cf. Irmã Inês Vasconcelos, sNSF, Luíza Andaluz: uma provocação à santidade, Painel: (Entre)ver Luíza Andaluz, in Actas, I Semana de Espiritualidade "Chamados à Santidade no Mundo de Hoje" 10-14/10/2008, pp.17-18 


irmã Teresa Frias sNSF

domingo, 12 de fevereiro de 2012

12 de fevereiro, aniversário de Luíza Andaluz!



12 de fevereiro de 1877
nasce Luíza Andaluz, em Santarém



"Se a Vontade divina for guia e farol
da nossa vida,
não haverá perigo de errarmos caminho!"
Luíza Andaluz

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

SER CONSAGRADO

Todos os cristãos são CONSAGRADOS ao Senhor, pelo batismo.
No seu batismo, o/a cristão/ã passa a ser colaborador/a de Cristo, na Sua missão de sacerdote, profeta e rei.
Esta participação na missão de Cristo, configura a identidade do cristão, e chama-se “sacerdócio comum dos fiéis”: ser rei, como Jesus, amando e servindo; ser profeta, como Jesus, anunciando a verdade, a justiça, a paz e o bem; ser sacerdote, como Jesus, sendo pontífice, isto é, “fazendo a ponte”, unindo as pessoas entre si, e com Deus, na oração, no louvor e na construção da comunhão.

Que grande e que radical é o dom da fé!

Assim há dois sacerdócios: o sacerdócio de Cristo e o sacerdócio comum.
O sacerdócio comum concretiza-se em diferentes vocações fundamentais ou modalidades de vida – laical (leigos), ministerial (padres, diáconos, bispos), de consagração (freiras e frades) – que se complementam entre si.

De facto, todos somos feitos para a doação e o serviço, e realizamos a nossa vocação, na medida em que nos damos, no serviço…

Mas hoje, 02 de fevereiro de 2012, Dia do Consagrado, referimo-nos a todos os que, respondendo ao apelo do Senhor, Lhe ofereceram o seu ser todo inteiro, dum modo indiviso e radical, pelos votos de castidade, pobreza e obediência.

Ofereceram ao Senhor o seu coração, o seu afeto, a sua própria sexualidade e se consagraram em castidade, para melhor amar. Para que Cristo se tornasse, para eles, a sua única riqueza, preferem viver na simplicidade e na pobreza e para que, em cada decisão da sua vida, melhor acertem com a vontade de Deus, fizeram voto de obediência, entregando a Cristo toda a sua vontade e liberdade.

“Toda a Igreja é missionária e se alegra por levar o Evangelho ao mundo”. Mas, “a Igreja de hoje tem uma necessidade imperiosa dos consagrados para evangelizar o mundo. No despojamento da sua entrega a Deus e à Igreja, eles constituem um sinal verdadeiro do amor de Deus pelo seu povo e da felicidade que se alcança quando se põe n’Ele a confiança. A sua palavra suportada por um estilo de vida aberto aos outros, por uma fé incarnada e por uma esperança alicerçada em Deus, tem força persuasiva. O seu amor partilhado em gestos quotidianos de caridade, leva a marca inconfundível e inegável do Filho de Deus que morreu por aqueles que ama.” D. Virgílio do Nascimento Antunes, Mensagem do Presidente da Comissão Episcopal das Vocações e Ministérios para a Semana do Consagrado 02/01/2012

A vida consagrada é uma clara interpelação para que cada cristão descubra a vocação que traz em si, na progressiva consciência do dom que recebeu. Cf. José Eduardo Borges de Pinho 14/01/2012, Casa Madre Andaluz, Santarém, A eclesiologia de comunhão, 50 anos depois o Concílio - relevância actual do sacerdócio comum dos fiéis












segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Será que é mesmo verdade!?...


É a pergunta que brota do nosso coração em relação ao nascimento de um grupo da Família Andaluz em Amareleja. Mas, na verdade, a realidade dá a resposta: é possível que sim!..
Desde 20 de Agosto que tem vindo a reunir-se um grupo entre 12/15 pessoas que revelam interesse em conhecer Luiza Andaluz e a sua Obra.
No dia 18 de Janeiro veio estar com o grupo a Irmã Maria dos Anjos Lourenço Vieira que falou da importância da participação dos leigos no carisma das Congregações religiosas e da riqueza que daí provém tanto para uns como para os outros.
Deu algumas noções do que é um Carisma e de que este não é monopólio dos religiosos/as mas que está aberto a quem se sente chamado a comungar dele. Falou ainda da Família Andaluz, da caminhada já percorrida, dos grupos existentes tanto em Portugal como no estrangeiro e das acções a realizar ao longo deste ano de 2012.
Devido ao muito frio e a alguns imprevistos, houve pessoas que não vieram mas que estão muito interessadas em continuar a fazer parte do grupo. O grupo é constituído por adultos, uma jovem e dois adolescentes. Estão entusiasmadas em ir a Santarém, no dia 11 de Fevereiro, ao encontro da Família Andaluz que se vai realizar na Casa Mãe. Neste momento estão inscritas vinte e duas pessoas incluindo duas Irmãs.


O encontro terminou com a oração da Família Andaluz, mas havia uma surpresa… um chazinho para aquecer e umas queijadinhas para adoçar a boca, proporcionando um momento de convívio muito interessante e fraterno.
Este é o germinar do grupo da Família Andaluz na Amareleja
Havemos de vos dizer mais tarde do seu crescimento e vida!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

1º Encontro FA Bruxelas e Luxemburgo



O tema do dia foi: Em família crescemos na Luz
Estivemos em nossa casa trinta e cinco pessoas. Quatro Irmãs, um Sacerdote, de Luxemburgo sete pessoas mais cinco casais e de Bruxelas doze pessoas mais um casal.
Foi uma experiência muito rica.
As pessoas estavam muitos felizes por este dia passado em conjunto e à volta dum tema tão querido.
Foi efetivamente um encontro onde pudemos de modo muito concreto saborear o que significa e o sentido de estarmos unidos pelo mesmo espírito.

A Família Andaluz de Bruxelas e Luxemburgo


Creio em Deus? Porquê?


Toda a gente crê e todos somos incrédulos, o famoso “creio naquilo que vejo” penso que é falso porque todos cremos que existe algo, ou alguém muito além do que conhecemos. Não há como evitar isso. Vivemos todos os dias com estas duas palavras Crer e não Crer, acreditamos nos médicos, nas esposas, no que dizem os membros da Igreja, nos catequistas que ajudam os nossos filhos a entenderem os evangelhos, enfim acreditamos em algo. Por isso todas as pessoas são crentes.

Alguns cientistas dizem que esbarram muitas vezes com Deus, e que por muitas experiências que façam não conseguem provar que Ele não existe. Em Dezembro de 68 foi o homem a lua, todo o mundo estava à escuta e ouvem os astronautas a ler a primeira página da Bíblia. Já em Terra, um deles diz “Dai-nos, ó Deus, a possibilidade de ver o vosso amor no mundo, tão cheio de pecadores. O que a Bíblia nos diz é a verdade para a nossa salvação”.

Os ateus dizem que Deus não existe, jamais o encontrarão. É que Deus chama-nos com muita descrição, Ele está presente em tudo que nos rodeia: no Credo nós dizemos “CREIO EM DEUS PAI”, aí temos a prova do Seu amor de Pai, e que realmente somos seus filhos. No evangelho, Ele revela-se Pai de todo homem, seja qual for a sua raça e o seu pecado. Um Pai que nos conhece pelo nome, sejamos cristãos ou de outra religião, porque adoramos um só Deus. Ninguém viu Deus, mas com o nosso espírito sentimos o seu amor, a sua grandeza. Ele dá-nos tantas razões para acreditarmos Nele, porque Deus está no nosso próximo. Deus é tão sensível ao nosso coração e nós nem damos conta do seu amor.

Jesus diz a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e vê a minha mão. Estende a tua mão e põe-na no meu lado e não sejas incrédulo, mas acredita!” Respondeu-lhe Tomé: “Meu Senhor e meu Deus” e Jesus diz-lhe: “Porque viste, acreditaste. Felizes os que não viram e acreditaram”.

Deus ama-nos tanto, é tão generoso para connosco! Quando é que nos resolvemos, também, a ser generosos para com Ele?Luiza Andaluz

Augusto Ferreira, Guarda

domingo, 1 de janeiro de 2012

Mensagem do Papa Bento XVI para o Dia Mundial da Paz - 1º de janeiro de 2012

(...) Com qual atitude devemos olhar para o novo ano? No salmo 130, encontramos uma imagem muito bela. O salmista diz que o homem de fé aguarda pelo Senhor "mais do que a sentinela pela aurora" (v. 6), aguarda por Ele com firme esperança, porque sabe que trará luz, misericórdia, salvação. Esta expectativa nasce da experiência do povo eleito, que reconhece ter sido educado por Deus a olhar o mundo na sua verdade sem se deixar abater pelas tribulações.

Convido-vos a olhar o ano de 2012 com esta atitude confiante. É verdade que, no ano que termina, cresceu o sentido de frustração por causa da crise que aflige a sociedade, o mundo do trabalho e a economia; uma crise cujas raízes são primariamente culturais e antropológicas. Quase parece que um manto de escuridão teria descido sobre o nosso tempo, impedindo de ver com clareza a luz do dia.
Mas, nesta escuridão, o coração do homem não cessa de aguardar pela aurora de que fala o salmista.

(...) Queria aqui dizer aos pais para não desanimarem! Com o exemplo da sua vida, induzam os filhos a colocar a esperança antes de tudo em Deus, o único de quem surgem justiça e paz autênticas.

(...) o reto uso da liberdade é um ponto central na promoção da justiça e da paz, que exigem a cada um o respeito por si próprio e pelo outro, mesmo possuindo um modo de ser e viver distante do meu. Desta atitude derivam os elementos sem os quais paz e justiça permanecem palavras desprovidas de conteúdo: a confiança recíproca, a capacidade de encetar um diálogo construtivo, a possibilidade do perdão, que muitas vezes se quereria obter mas sente-se dificuldade em conceder, a caridade mútua, a compaixão para com os mais frágeis, e também a prontidão ao sacrifício.

(...) a “cidade do homem” não se move apenas por relações feitas de direitos e de deveres, mas antes e sobretudo por relações de gratuidade, misericórdia e comunhão. A caridade manifesta sempre, mesmo nas relações humanas, o amor de Deus; dá valor teologal e salvífico a todo o empenho de justiça no mundo ».

"Felizes os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados" (Mt 5, 6). Serão saciados, porque têm fome e sede de relações justas com Deus, consigo mesmo, com os seus irmãos e irmãs, com a criação inteira.

(...) A paz é fruto da justiça e efeito da caridade. É, antes de mais nada, dom de Deus. Nós, os cristãos, acreditamos que a nossa verdadeira paz é Cristo: n’Ele, na sua Cruz, Deus reconciliou consigo o mundo e destruiu as barreiras que nos separavam uns dos outros (cf. Ef 2, 14-18); n’Ele, há uma única família reconciliada no amor.

A paz, porém, não é apenas dom a ser recebido, mas obra a ser construída. Para sermos verdadeiramente artífices de paz, devemos educar-nos para a compaixão, a solidariedade, a colaboração, a fraternidade, ser ativos dentro da comunidade e solícitos em despertar as consciências para as questões nacionais e internacionais e para a importância de procurar adequadas modalidades de redistribuição da riqueza, de promoção do crescimento, de cooperação para o desenvolvimento e de resolução dos conflitos.

« Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus » – diz Jesus no sermão da montanha (Mt 5, 9). A paz para todos nasce da justiça de cada um, e ninguém pode subtrair-se a este compromisso essencial de promover a justiça segundo as respectivas competências e responsabilidades. De forma particular convido os jovens, que conservam viva a tensão pelos ideais, a procurarem com paciência e tenacidade a justiça e a paz e a cultivarem o gosto pelo que é justo e verdadeiro, mesmo quando isso lhes possa exigir sacrifícios e obrigue a caminhar contracorrente.

Perante o árduo desafio de percorrer os caminhos da justiça e da paz, podemos ser tentados a interrogar-nos como o salmista: « Levanto os olhos para os montes, de onde me virá o auxílio? » (Sal 121, 1). A todos, particularmente aos jovens, quero bradar: «Não são as ideologias que salvam o mundo, mas unicamente o voltar-se para o Deus vivo, que é o nosso criador, o garante da nossa liberdade, o garante do que é deveras bom e verdadeiro (…), o voltar-se sem reservas para Deus, que é a medida do que é justo e, ao mesmo tempo, é o amor eterno. E que mais nos poderia salvar senão o amor?».

O amor rejubila com a verdade, é a força que torna capaz de comprometer-se pela verdade, pela justiça, pela paz, porque tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta (cf. 1 Cor 13, 1-13).
(...) Olhemos, pois, o futuro com maior esperança, encorajemo-nos mutuamente ao longo do nosso caminho, trabalhemos para dar ao nosso mundo um rosto mais humano e fraterno e sintamo-nos unidos na responsabilidade que temos para com as jovens gerações, presentes e futuras, nomeadamente quanto à sua educação para se tornarem pacíficas e pacificadoras!
Vaticano, 8 de dezembro de 2011

(sublinhados nossos)